Novo layout e, por favor, ainda não me leve pra casa

Bem... Oi!
Eu acabo de ver que postei faz só algumas horas, mas eu não ligo.
Este blog tem o poder mágico de me curar de qualquer coisa, de transformar em doces momentos as minhas lágrimas.
Bom, impulsionada pela minha vontade imensa de arrumar tudo por aqui e de me distrair dos meus problemas bobos, eu virei a noite e fiz um layout novo (Eu tinha um outro pronto, mas ele era muito clarinho e fofinho e eu necessitava de uns tons escuros neste momento), não por acaso inspirado em "There is a light that never goes out" (The Smiths).
Arrumei as páginas. Recomecei a página de "Blogs amigos", que eu até tinha pensado em fechar definitivamente. Refiz meu perfil. Até tem um desenho meu lá, apesar de eu já não estar mais com o cabelo comprido daquele jeito.
E, já que estamos falando de iframe, quero agradecer imensamente a Shana, do Hishoku no Sora, por ter me dado uma luz no gerenciamento do 000webhost e por ter me indicado uma série de animês e mangás muito legais, sobre os quais eu posso falar em outros posts. >w<
Ah! E por ter me falado do Projeto Senbonzakura e eu finalmente ter realizado meu sonho de pré-adolescência de fazer parte de um condomínio de blogs (Ou não, porque ainda não fui aceita)! \o/
Já que estamos falando de blogs legais E cultura otaku, eu quero agradecer também a Sté, do Relógio de Areia (Alguém lembra de Sunadokei? Sim! ^^), por ter me chamado para fazer parte do Diálogo Unitário. Fico feliz em fazer parte dele!
Agora eu vou falar da agonia de ser a única usuária do Blog Uol quando todo mundo usa Blogger! XD
E de como eu sou bipolar. Ou de como a falta de sono e de ter o que fazer faz mal a ser humano.
Bom, enfim... Só queria fazer um post pra oficializar a mudança de layout e prometer mais uma vez que, neste ano, pelo menos uma vez por mês eu vou postar no Kakumei (Até porque eu quero ser indicada pra fazer os memes legais da vida, né?).
Bom, por ora, é isso.
Kisus! ;*




- Postado por: Tenie F. Shiro às 16h22

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Take me out tonight

Eu havia prometido voltar mais vezes, mas... Bom, eu sempre venho aqui quando a necessidade visceral de vir aqui grita dentro de mim.
É quase como fome ou sono. Como o estômago roncando ou o piscar-duro dos olhos sonolentos. Eu não consigo evitar.
Aí eu venho. Eu corro pra cá, como uma criança que corre pro colo da mãe.
Eu venho aqui quando quero colo, quando preciso de conforto, quando a vontade de falar não pode mais ser recalcada.
Aqui é internet e internet não é um lugar onde se está sozinho, mas eu me sinto segura aqui, como se fosse o único lugar íntimo o suficiente para se falar de mim... Para jogar meu coração ao vento, para me abrir sem medo de ser machucada.
Acho que mais ninguém que eu conheço vem aqui. Isso é um alívio.
Eu não sei o que dizer, só sei que quero dizer. Dizer qualquer coisa. Eu quero falar.
Eu quero um abraço.
Todos os dias eu luto contra esse muro que há ao meu redor.
É difícil chegar às pessoas. É difícil chegar até elas sem me esfolar toda, sem viver em dor, sem viver em dúvida...
E tudo o que eu sempre quis pra mim... Nada disso é verdade.
Eu vivi por tanto tempo voltada para mim mesma e para as coisas fantásticas que andavam acontecendo na minha cabeça que acho que perdi a capacidade de sair dessa ilha que criei para me refugiar.
Sonho com uma vida que eu desejo em desespero.
É como se o tempo nunca passasse aqui. É como se tudo ficasse igual e apenas eu envelhecesse.
A bem da verdade é que, ultimamente, "There is a light that never goes out", do The Smiths, tem sido minha grande companheira.
Apesar de eu não ter um alguém muito especial para quem dizer que eu seria um prazer e um privilégio morrer ao lado, eu me identifico muito com o desejo latente de sair, de ver gente, de estar um lugar qualquer, de rodar pela minha cidade insone e jovem, de não voltar pra casa hoje, porque eu me sinto fora de lugar, eu sinto como se não tivesse um lugar pra ir, não tivesse uma casa para voltar.
Uma amiga me disse que nada vai cair do céu. Que eu tenho que permitir que as pessoas se aproximem, mas eu não consigo. Isso é tão difícil pra mim!
Eu tento e isso nunca dá resultados. Eu tento e a cada tentativa eu me sinto patética... Uma grande tola, chorona e ultra-carente, que quer atenção de qualquer forma. E eu não consigo mudar. Eu não consigo me mexer para nenhum lado, eu somente... Fico.
E isso me mata.
Eu espero que não vejam, mas eu sinto como se eu não fosse encontrar outros amigos.
Eu quero sair, mas, quando estou fora de casa, fico estranhamente agressiva e retraída. De repente, ao colocar o pé porta afora, todos os meus problemas atacam a minha cabeça, como abelhas cuja colmeia foi perturbada. A partir desse momento, eu já não consigo mais agir normalmente, eu não consigo mais curtir o passeio e sou acometido pela súbita vontade de ficar só rodando com o carro, ouvindo música e esperando chegar a algum lugar, no qual eu nunca chego.
Talvez o lugar que eu procuro seja um lugar com música e com gente, gente jovem e viva, como diz a música.
E eu só fico repetindo o mesmo mantra de sempre: Please don't drop me home. Please don't drop me home. Please don't drop me home.




- Postado por: Tenie F. Shiro às 01h29

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