Uma nova chance para nós.

"Não, eu sei que eu errei. Eu sei que eu não pensei na hora, e eu me arrependo. Me desculpa, eu sinto muito."


Não é algo fácil de dizer, porque, por mais que todos saibam que só se aprende com o erro, ninguém quer cometer nenhum engano. Queremos estar certos. Sempre, se possível. Porque o mundo seria ótimo se todos pudessem acertar de primeira sempre, sem jamais se equivocar.


Não é fácil admitir. É mais fácil se sentir e se fazer vítima da situação, achar que tudo é errado, que o outro tem culpa. Eu sei que é, porque eu já fiz isso. E você já fez isso também. E todos nós, todos ao nosso redor, em todo canto do mundo, gente que nem desconfia disto aqui, também. E não uma ou duas vezes. Não dá para contabilizar quantas vezes as pessoas erram e não querem admitir.


Mas, creio que o pior seria apontar o dedo para uns e outros e berrar: "A culpa é sua!", porque não é. Mas, também é.


Por mais contraditório que pareça, todos nós somos culpados, e todos nós somos inocentes também. Tudo isso porque somos humanos. Somos reais, impulsivos, falíveis e ambígüos.

Todos temos parte nisso. Somos tão culpados quanto somos inocentes. Somos responsáveis por tudo, de certa forma, sejam nas coisas boas, sejam nas coisas ruins. Porque estamos juntos.

Erramos e, às vezes, repetimos o mesmo erro de uma maneira "inovadora", para errarmos novamente, chocando-nos no mesmíssimo aspecto da última vez. E isso não é motivo para matar ninguém, porque, imagine se todo mundo fosse para a forca quando errasse. Eu precisaria de mais vidas que um gato para continuar aqui e tentar acertar, a começar pela prova de Física do ano passado.


Eu errei. Eu tentei. Eu fiz de novo. Errei mais uma vez. No mesmo ponto.

Mas, eu tentei do jeito que deu (não que isso seja suficiente).


Nós tentamos, não tentamos? Talvez pensássemos que o passado pudesse voltar, que tudo podia ser singelo e brilhante, como orvalho, mas, por mais que a gente cole o que se partiu, nunca será o mesmo. Por mais que a gente queira, não é possível que seja e, se fosse... Não teria graça nenhuma viver, porque viveria-se eternamente no passado.


Quando se erra, e, depois, se arrepende, é preciso começar de novo. Tudo de novo. Uma nova chance. Mais uma tentativa das muitas que ainda virão.


Talvez não caiba dizer que essa nova tentativa será para todos nós juntos. Talvez não caiba dizer que seja algo que deva ser feito em conjunto.


Quem sabe essa chance seja não somente uma para um todo, mas uma para cada um de nós, para cada parte? Talvez, tentando achar o "tropeço" dentro de nós (Não que isso seja um "defeito" permanente que sempre tenha estado lá), haja uma oportunidade para todos nós, dessa vez, unidos.


Talvez esteja lá atrás, um fantasma que sempre nos atormenta e nos impede de pensar, balançando correntes em nossa cabeça. Talvez esteja aqui e agora, sendo lembrado a cada instante. Talvez seja comigo mesmo. Talvez não. Talvez não seja nada disso. Ou, pode ser tudo isso. Mas, não importa o que seja, vai se resolver.


Pode ser que, ao final, seja completamente diferente do que foi um dia. Ou, pode ser que as coisas recuperem alguns aspectos antigos.


Só o tempo vai mostrar o que é melhor. Enquanto isso, boa sorte para todos nós. Sinceramente.

Texto de desculpas escrito sinceramente. Eu realmente sinto muito.
Afora isso, nada mais a ser dito. No próximo post eu falo de como estou indo com "Os Sete" e dos dois outros livros que eu comprei ("A cidade e as serras", de Eça de Queiroz, e "O Ateneu", de Raul Pompéia), que provavelmente vão me dar algum trabalho, mas, tudo bem. O dever chama U_U'
Tenham um bom fim de semana,
Tenie F. Shiro.




- Postado por: Tenie F. Shiro às 10h42

[ ]

___________________________________